Análise: Tomb Raider – A Origem

Por Matheus Sousa em

Divulgação. © Warner Bros.

Duas horas de diversão. Tomb Raider – A Origem entrega tudo na medida certa em um filme equilibrado e tom aventureiro de ponta a ponta. Este texto não contém spoilers.

Baseado no jogo de 2013 da franquia, a personagem Lara Croft é interpretada aqui pela atriz Alicia Vikander, uma jovem londrina que luta MMA e leva a vida como entregadora pelas ruas da cidade. Seu pai, Richard Croft, desapareceu há sete anos rumo à uma ilha misteriosa onde se acredita estar a tumba da imperatriz Himiko. Lara então decide seguir pistas deixadas por seu pai e parte para reencontra-lo.

Divulgação. © Warner Bros.

Alicia Vinkander é sem duvidas o ponto mais alto da produção, entregando carisma e uma atuação impressionante capaz de vibrar e torcer a cada ação da personagem. Menos sexualizada e mais realista.

Pouco a pouco, as habilidades ensinadas por seu pai ao longo dos anos são exploradas na medida que o filme avança, embora aqui Lara não seja uma arqueóloga, mas esperta o bastante na tomada de decisões. Uma mulher forte e independente.

O longa conta com um roteiro firme que não deixa pontas soltas ao logo da trama, com uma oferta de sequências de ação empolgantes que se assimilam muito aos jogos da franquia, muito embora também não traga nada inovador e que permita questionar sobre o que vai acontecer. Tudo está ”mastigado” o suficiente para não se perder.

Mathias Vogel (Walton Goggins), da Trinity, organização militante que está há anos explorando Yamatai em busca dos poderes sobrenaturais de Himiko, está muito bem no papel, assim como Lu Ren (Daniel Wu), provável interesse amoroso de Lara mas que fica subjugado, o que particularmente funciona melhor. Uma relação apenas de amigos e não de amor, algo que certamente influenciaria na escolha de alguns pontos que poderiam declinar a história ou faze-la mergulhar num típico clichê.

Divulgação. © Warner Bros.

Em relação A Tumba, ela apresenta alguns puzzles interessantes mas nada tão original ou impressionante, e o que acaba deixando um pouco de desconforto é não permitir, novamente, que o espectador se quer pense nas possibilidades de resolução — e que são passadas adiante da maneira mais infame possível. O único ponto realmente interessante aqui é saber quem de fato está certo sobre o local.

Embora o longa traga um roteiro simples e ignore quase que totalmente alguns personagens, Tomb Raider: A Origem está longe de ser descartável mas também de ser memorável. Um filme que entretêm em suas duas horas sem se arrastar em nenhum momento.

Fico no aguardo por uma sequência. Merece. Deu vontade.

Comentários
  • Rafael Nogueira

    Sim, também me impressionei com o filme e não estava esperando muita coisa, principalmente da atriz (que ainda ao meu ver deveria ser mais bonita, mais linda), mas ainda o filme conseguiu ficar bom e fiel ao game, mais uma obra de cinema baseada em games que deu certo :-)

  • Erivelton Freitas

    É o que eu tô dizendo, quem gosta mesmo de Cultura Pop, assiste o filme e vê como um deleite! Quem não curte e assiste já procurando falhas, como tonalidades erradas, CG abusivo e problemas de quadros e afins, vai criticar e ponto! Esse é só mais um filme que entrega diversão despretensiosa que é totalmente destroçado no USA unicamente porque os americanos não sabem ir ao cinema e tirar suas próprias conclusões. Se a crítica diz que é ruim, então eles já assumem que é ruim e não vão ver! #Tenso

  • Creissonino

    “Embora o longa traga um roteiro simples e ignore quase que totalmente alguns personagens, Tomb Raider: A Origem está longe de ser descartável mas também de ser memorável”

    Então é tipo Ghost in the Shell? Porque eu me senti assim assistindo ao filme.