Boku no Hero Academia: mangá tem publicação suspensa na China

Por Matheus Sousa em

Shueisha / Bones / Divulgação

A China vem chamando os holofotes de todo o mundo devido o surto do novo coronavírus, que tem causado bastante preocupação, mas desta vez, o país cai novamente na mídia por um assunto que vira e mexe acontece por lá, a possível censura, neste caso, no mangá de Boku no Hero Academia, informa o CBM.

De acordo com o site, o mangá foi removido de vários sites de leitura online após a revelação do nome de um personagem se associar diretamente a crimes realizados pelo Japão na Segunda Guerra Mundial. O único site a se manifestar foi o Bilbili, que alegou a obra foi suspensa atendendo as “normas e políticas da China”.

No momento, não há informações sobre se a proibição será permanente, mas os fãs já não podem mais acessar a obra em nenhum site do país. Há pouco tempo, o criador de Boku no Hero Academia e a Shueisha pediram desculpas pelo incidente e que o nome será alterado em breve. A revelação do nome parte de Dr. Ujiko, que se chama Maruta Shiga, que era o codinome usado pelos japoneses na Segunda Guerra para vítimas de experimentação humana, no qual morreram milhares de chineses e coreanos.

O criador ainda destacou que nunca teve segundas intenções ao nomear o personagem, e que um novo será revelado em breve. O que não se sabe é se a obra retornará a China após isso.

Comentários
  • Sr. Paramount

    Frescura do caramba..China e seus Mimimi de sempre

    • Ciro Ferreira Teles

      Essa questão é problemática, o Japão depois que foi derrotado na Segunda Guerra Mundial ficou só paz e amor com todo mundo, mas os outros países que sofreram décadas nas mãos brutais dos soldados japoneses não esquecem. E o Hirokoshi abriu essa ferida novamente.

      A China, mesmo que não pareça, é muito nacionalista e proíbe publicações e obras que vão contra chineses ou lembre atos contra os chineses…

      O Japão invadiu a Coreia e a China dezenas de vezes e fazendo muitas atrocidades. Ler um pouco de história faria bem.

      • Sr. Paramount

        Ainda sim não ligo.

        • Quem tem que ligar é a China não você

        • ChrysMonkeyQuest

          São crimes de guerra, não são coisas com os quais se pode usar hoje em dia e não esperar consequências.
          É como se a Alemanha nos dias de hoje fizesse um personagem que referenciasse o Holocausto.

          • Giogio Vaporwave

            Não é defendo o carinha, mais não tem um filme alemão de humor colocando Hitler vivo nos dias de hoje? Tipo o povo alemão acha isso normal? O pessoal que aprovou o filme não recebeu nenhuma critica ? PS: So lembro desse premissa, o filme e de humor ele se chama Er ist wieder da., desculpa se estou falando alguma bobagem. Mas pra mim esse meu exemplo tem que ser colocado também no mesmo patamar.
            O Negocio é senso …..

    • Pode ser frescura para você. E tão frescura que o próprio criador do mangá pediu desculpas

      • Maruseru Play

        Algumas pessoas não consideraram aquilo como desculpas e sim justificativas de ter colocado o nome. E exigem retratação por parte dele.

      • Sr. Paramount

        Pediu desculpas pq ia doer no bolso dele só isso

        • Um Carinha Qualquer e Só

          Então você faria o mesmo

    • Eduardo Jose de Andrade

      99% das vezes acho que a China censura por frescura ou por ego ideológico mesmo, só que nesse caso eles tem um q de pequena razão, se o mangá voltar depois de alterarem o nome do vilão, então a China não vai ter sido tão fresca.

  • shipuca

    Além do fator histórico, acredito que isso afetará e muito nas vendas do mangá, então o esquema é pedir desculpas mesmo

  • Maruseru Play

    Não só o mangá, mas o jogo online foi retirado do ar na China.

  • Lembrando que, mesmo antes do governo chinês banir o mangá, assim que saiu o capítulo, fãs chineses e coreanos apontaram esse fator e pediram uma retração ou pedido de desculpas da Shueisha e o Horikoshi, que aconteceu beeeeem mais ou menos.

  • Maruseru Play

    Isso tmb pode influenciar no lançamento do anime por aqui, eventualmente podem adiar o lançamento para evitar um possivel boicote e consequentemente o flop.

    • ChrysMonkeyQuest

      Não querendo ser parecer ofensivo, mas… Como isso poderia afetar o já difícil lançamento por aqui? Isso foi mais uma polêmica com o mangá que o anime e não estamos na mesma situação que a China aonde o motivo foi de muito peso.

      • Além disso, o mangá sai bem depois do Japão por aqui, não?

      • Maruseru Play

        Alguns grupos do politicamente correto, podem até fazer um boicote do anime, quando ele for sair.

        • ChrysMonkeyQuest

          É que independente de serem grupos do “politicamente correto” o erro foi no mangá, num capítulo separado (o encadernado não terá o mesmo problema) e que por consequência o anime jamais repetirá o erro.
          Maioria deles jamais sequer saberia desse ocorrido ou não veria problema algum nele, já que foi um erro reparado, com pedido de desculpas e tudo. Não temos os mesmos problemas que fizeram a China tomar essa decisão.

    • New Kira

      Pior ainda é a Terrível possibilidade do Anime estar sendo dublado em Miami ou em um estúdio fraco de São Paulo com elenco trocado

      • claudio

        Se talvez a Sony tiver algum parte envolvimento da dublagem br de MHA junto com sua parceira Funimation no maximo seria dublado na Dublavideo , Sigma, delart que são estúdios atualmente que dublam os filmes e séries da sony pra cinema e canais Sony channel, axn, hbo. No mínimo pode envia Miami como aconteceu com alguns jogos dublados do PlayStation 4.

      • Olha isso

        O que isso tem av Dark, fala pra mim

  • Léwow

    Vish

  • Everton Luiz

    Acredito que ainda teremos muitas temporadas do anime, porém eles devem perder uma quantidade muito significativa de dinheiro já que a china é um dos principais mercados.

  • Gabriel Viana Nagamini

    Uma situação complicada, ei a minha opinião:

    1. O nome do personagem foi associado a um VILÃO! Digo, por anos a Marvel e a DC tiveram personagens como o “Capitão Nazista” ou “Holocausto” pois pessoas inteligentes sabem relevar quando algo ruim é associado a um vilão, então pra mim não é um problema.

    2. Eu sei que na ásia é uma coisa mais complicada, ainda mais em um país como um Japão onde é taboo falar de segunda guerra… Mas independente disso, censura nunca é ruim, teria sido interessante se ao invés do que houve eles tivessem aproveitado essa oportunidade para abrir uma discussão entre os povos asiáticos sobre como lidar com o que aconteceu no passado… Mas pensar assim seria utópico demais, ainda mais com um pais como a China que tem tanto orgulho patriótico, e também pelo fato de ser só um mangá pra garotos… Uma pena…

    • O problema é associar o nome do vilão às vitimas do crime de guerra. O Horikoshi usa trocadilhos em todos os nomes dos personagens, e tratar levianamente um assunto tão polêmico para o povo japonês foi indelicado da parte dele.
      Foi tipo a polêmica com Nutcracker em 3D. Há uma razão pra ele ter 0% no rotten tomatoes e não é porque é só um filme ruim.

      • Gabriel Viana Nagamini

        Eu concordo que o assunto é delicado para o povo japonês, mas não vejo como é indelicado você reconhecer que seu país fez algo horrível no passado e trazer uma alegoria disso em um vilão ficticio…

        Digo, olha pra nós aqui no Brasil por exemplo, a gente já fez MUITAS decisões ruins no passado como país, e sempre que alguma figura pública daqui reconhece isso ela é vista como uma pessoa virtuosa pela maioria das pessoas…

        Pra mim, não é muito diferente do que o Kouhei fez…

      • Giogio Vaporwave

        Colega não conheço essa historia do Nutcracker em 3D tem como passar SPOILER? Procurei e não encontrei nada sobre alguma polemica

        • Ele conta a história normal do balé quebra-nozes só que coloca o reino dos ratos como literais soldados nazistas e o filme inteiro faz uma narrativa nada sutil do que aconteceu no holocausto, colocando os brinquedos no papel de judeus. Tem uma cena que as crianças fazem uma fila pela cidade para que os soldados joguem os seus brinquedos (que o filme estabeleceu que são seres vivos) em uma pilha que vai ser incinerada depois e toda a cena é levada muito a sério como se fosse um documentário, enquanto tem o rei dos ratos dançando uma música bobinha.

          E o filme não é nem de longe uma crítica inteligente ao regime, como Mauz por exemplo. É só uma piada ruim que o diretor achou que ia ficar legal. Se você entende bem inglês, o Nostalgia Critic já falou sobre o filme e você pode ver o quão bizarro ele é.

  • Eduardo Jose de Andrade

    Cacildis, nisso a China tem um q de razão, mas poxa se mudarem o nome merda do vilão então pode voltar a ser publicado na China, mas acho que o pedido de desculpas veio rápido porque a China deve gerar um bom lucro pra boku no hero (mangá, anime e jogo) mas se fosse um país pequeno de influência (leia-se $$$$) acho que nem comentariam disso a shueisha e o Kohei.

  • SaintARMOR

    É bom lembrar que o Governo Chinês é extremamente censor e autoritário, é bom não esquecer que lá se tem uma ditadura. Por outro lado, é compreensível que os chineses fiquem irritados com o ocorrido.

  • Gabriel Viana Nagamini

    Novamente e concordo nesse problema do Japão, mas eu discordo que ele não reconheceu o problema. Digo, se ele realemnte não tivesse reconhecido o problema como algo naturalmente MALIGNO ele provavelmente não teria dado esse nome para um VILÃO.

    Sem falar que o pedido de desculpas que ele deu foi muito provavelmente direcionado pelo editor dele, já que ele já chegou a se referir indiretamente sobre a sensibilidade que o sistema educacional japonês tem a certos acontecimentos do passado na cena onde o All Might explica para o Midoriya sobre a origem do One For All, o que me leva a acreditar que parte desse tema serviu de inspiração para certos aspectos da série mesmo não sendo diretamente uma crítica, como eram os quadrinhos americanos durante a segunda guerra…

  • Eduardo Jose de Andrade

    Os tempos mudaram né, mesmo que muitos mangás tenham mais da metade do lucro no Japão, o mercado externo é importante.

  • É claro que não é uma questão simples de bem vs mal como se houvesse algum lado inocente na guerra ou ignorar as coisas terríveis que alguns países fazem ainda hoje em dia. E também, certos fatos vão ser mais lembrados do que outros. Quando se fala em tragédia todo mundo sempre lembra do holocausto, mas ninguém chega a mencionar o massacre nativo-americano por exemplo, que foi ainda maior e só recentemente que começou nos EUA um movimento para não olhar colombo como um herói. E não é nem como se o Horikoshi não pudesse falar sobre assuntos polêmicos. A gente pode traçar um paralelo a FMA onde ocorre basicamente o mesmo experimento, mas em todos esses anos eu nunca vi ninguém fazer essa comparação, porque FMA não fez isso para que se remetesse diretamente à tragédia.
    Em questão de contexto, acho que faltou tato pro Horikoshi e a equipe de editores dele. Ao meu ver, é como se um alemão criasse um vilão que é nazista e fosse chamado Judeu. Não pega bem, entende?